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Da infância no The Voice Kids à trilha da Globo, VIICC abre um novo capítulo na carreira

VIICC vive uma nova fase da carreira aos 20 anos, entre o Brasil e os Estados Unidos. | Foto: Agência Fotonotícia

Aos 20 anos, artista goiano celebra a chegada de “My Home” à novela Coração Acelerado e fala à Fluxo sobre carreira internacional, processo criativo, esperança e os sonhos que ainda pretende alcançar

O público brasileiro conheceu VIICC ainda criança, no palco do The Voice Kids. Anos depois, a ligação com a TV Globo ganha um novo significado. Desta vez, ele retorna não como participante de um reality musical, mas como artista e compositor, com “My Home” integrando a trilha sonora da novela Coração Acelerado.

Aos 20 anos e vivendo atualmente na Flórida, nos Estados Unidos, o cantor goiano atravessa uma fase de consolidação da própria identidade artística. Canta, compõe e produz suas músicas enquanto constrói uma carreira marcada pelas experiências entre Brasil e Estados Unidos e por uma mensagem que aparece de forma recorrente em seu trabalho: Esperança.

A entrada de “My Home”, faixa do álbum CLOUDS, na novela representa mais do que a exposição de uma música para milhões de brasileiros. Para VIICC, é também um daqueles momentos capazes de dividir uma trajetória entre aquilo que já foi construído e tudo o que ainda pode acontecer.

Em entrevista à Fluxo, ele fala sobre essa transformação, a influência de viver fora do país, seu processo de criação e a ambição de levar sua música cada vez mais longe.

Conhecido nacionalmente ainda criança no The Voice Kids, VIICC retorna à Globo agora com uma composição autoral.
Foto: Agência Fotonotícia

Fluxo: O Brasil conheceu o VIICC no palco do The Voice Kids. Se pudesse conversar hoje com aquele menino que participou do programa, o que você diria para ele?

VIICC: Eu diria: continue. Nunca pare, faça mais e fale menos, e acredite na sua alma e na sua responsabilidade!

Fluxo: Existe um simbolismo muito bonito em voltar à Globo alguns anos depois, agora com uma música autoral na trilha sonora de uma novela. Você enxerga esse momento como o fechamento de um ciclo ou o início de um novo capítulo da sua carreira?

VIICC: Acho que os dois. Sempre quando há eventos desses em nossas vidas, fecha-se um capítulo e abre-se uma porta, cabe a você entrar. Esse é o caminho da vida.

Entre Goiás e a Flórida

A mudança para os Estados Unidos não aparece na trajetória de VIICC apenas como uma questão geográfica. É parte do processo que, segundo ele, ajudou a definir quem é hoje. Ao falar sobre Goiás e Flórida, o artista recorre a uma imagem que resume essa transformação: o primeiro foi o lugar do esboço; o segundo, onde a obra ganhou forma.

Fluxo: Você nasceu em Goiás e hoje mora na Flórida. O que a experiência de viver fora do Brasil tem acrescentado à sua música e aos seus planos de carreira?

VIICC: Eu fiz o esboço em Goiás e finalizei a obra na Flórida. Agora é o momento de ir ao museu. Antes eu sabia o caminho que queria seguir, hoje sei exatamente quem sou devido às experiências que tive até lá, que não poderia ter tido se eu não estivesse na faculdade. Essa vivência também ajuda a compreender “My Home”. A música parte de uma ideia de lar que ultrapassa endereço, cidade ou país e encontra nas relações humanas o verdadeiro sentido de pertencimento.

O artista goiano vive atualmente na Flórida, onde também desenvolve sua carreira musical.| Foto: Agência Fotonotícia

Fluxo: “My Home” foi a canção escolhida para integrar a novela Coração Acelerado. Qual é a mensagem que ela carrega e por que ela representa tão bem a sua identidade artística?

VIICC: A MY HOME trata-se de um conceito de que nosso lar, muitas das vezes, são pessoas ao invés de um local físico, e depois de morar em lugares diferentes e morar fora de casa por anos, você entende que sua moradia é necessária, porém seu lar de verdade vai ser as pessoas ao seu redor, e MY HOME fala sobre isso, tudo que fazemos na vida gira em torno de outras pessoas e principalmente as mais próximas. E sempre, o que quero passar é: ame o próximo e acredite na esperança.

Esperança como identidade

Se existe uma mensagem que atravessa o trabalho do artista, é a esperança. Mais do que um conceito presente nas letras, ela aparece na maneira como VIICC enxerga sua própria trajetória e a relação que pretende estabelecer com quem escuta suas músicas.

Fluxo: A esperança é um elemento presente em praticamente todas as suas composições. Por que escolheu transformar esse sentimento na principal mensagem do seu trabalho?

VIICC: Acho que as pessoas precisam de esperança agora mais que nunca, eu achei um caminho fora da escuridão, não foi sozinho, mas foi com confiança em mim mesmo, esperança e trabalho duro. É a esperança que faz as pessoas saírem de casa todos os dias em busca de um dia melhor e uma vida melhor. E se eu conseguir ajudar cada pessoa que eu conhecer com um empurrão nessa direção, acho que estou fazendo meu trabalho.

O homem no espelho

VIICC também vive uma mudança na forma de buscar referências. Depois de anos olhando para outros artistas, ele diz encontrar inspiração hoje na própria trajetória. O processo criativo, no entanto, continua dividido entre inspiração e disciplina.

Fluxo: Aos 20 anos, você já canta, compõe e produz suas próprias músicas. Como é o seu processo criativo e quais são as suas principais referências musicais?

VIICC: Sem ideia, ela nem deveria existir, mas se você sentar na cadeira para escrever, a música não existirá. Ou seja, é uma linha tênue entre confiar em Deus e escrever o que vem de cima para mim, mas também decidir todos os dias, mesmo quando não quero, sentar a bunda na cadeira e sentir a música e escrever algo.

Compositor e produtor das próprias músicas, VIICC diz encontrar hoje inspiração na própria trajetória. | Foto: Agência Fotonotícia

Se você bater na porta de uma pessoa que não quer te atender, todos os dias, o máximo que conseguir, um dia ela vai te atender, basta você saber conversar com ela. Essa é uma metáfora um pouco ruim, mas acho que deu para entender hahahaha. E depois de muitos e muitos anos me inspirando só em outros artistas, hoje em dia eu me inspiro no homem no espelho.

Sem limitar o próximo destino

A chegada à trilha de uma novela nacional poderia funcionar como ponto de chegada. Para VIICC, parece cumprir função oposta. Aos 20 anos, ele evita estabelecer limites para onde pretende levar a carreira e resume o momento com uma ambição que vai além de um lançamento específico.

Fluxo: O que podemos esperar do VIICC daqui para frente? Há novos projetos, lançamentos ou sonhos que já pode compartilhar com os leitores da Fluxo?

VIICC: O destino só Deus sabe, porém estou sempre subindo e cada vez mais aprimorando minha arte. E acho que pode soar arrogante, mas meu sonho não tem limites, e nunca vai ter, estou em busca do mundo, das pessoas e um pouco mais, quanto mais eu conseguir alcançar, mais feliz eu fico, pois acho que tenho algo a oferecer.

Do menino visto pelo Brasil no The Voice Kids ao jovem artista que agora escuta uma composição própria em uma novela da Globo, VIICC percorreu uma distância que não se mede apenas entre Goiás e Flórida. Aos 20 anos, ele parece menos interessado em definir onde pretende chegar do que em continuar avançando. Se “My Home” fala sobre encontrar o lar nas pessoas, sua carreira, por enquanto, segue justamente na direção delas.

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