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Flamboyant Agropecuária amplia patrimônio genético e fortalece protagonismo no Nelore Mocho

Emmanuele Louza, CEO do Flamboyant com Cláudio Sabino, presidente e proprietário Naviraí | Foto: Elite Pecuária Digital

Com mais de um século de seleção, criatório incorpora genética dos plantéis MAAB e Naviraí e avança em uma estratégia que une legado, inovação e visão de futuro

Na pecuária de alta performance, genética é patrimônio. E quando diferentes histórias responsáveis pela evolução de uma raça passam a convergir em um mesmo projeto, o movimento ganha dimensão estratégica. É neste cenário que a Flamboyant Agropecuária, cuja trajetória começou em 1907, anuncia a incorporação de exemplares provenientes dos tradicionais plantéis MAAB e Naviraí, fortalecendo sua atuação na seleção do Nelore Mocho.

Primeiro criador de Nelore Mocho do Brasil, o grupo reúne mais de um século de experiência e chega à quinta geração da família Louza mantendo a genética como um dos pilares de sua operação. A nova etapa busca preservar linhagens históricas e, ao mesmo tempo, acelerar o melhoramento de características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna, como fertilidade, habilidade materna, ganho de peso, precocidade, produtividade e desempenho a pasto.

A estratégia aproxima três importantes trajetórias da seleção do Nelore Mocho brasileiro. Mais do que ampliar o plantel, a operação reúne décadas de conhecimento acumulado em critérios de seleção e acasalamento.

“Mais do que uma negociação de alto valor zootécnico, a operação representa a convergência de três dos mais tradicionais programas de seleção da raça, reunindo mais de um século de conhecimento, critérios de acasalamento e melhoramento genético”, afirma Emmanuele Louza, CEO do Flamboyant.

Para a executiva, existe um patrimônio que vai além do valor individual de cada animal. “Existe uma genealogia invisível por trás de cada animal campeão que entra numa pista de julgamento no Brasil. Ela não aparece nos catálogos de leilão, mas está lá e representa conhecimento e investimentos intangíveis que passaram de geração a geração”, destaca.

Um legado iniciado em 1907

A história da Flamboyant Agropecuária começou quando José Gomes Louza, então fazendeiro em Leopoldo de Bulhões, adquiriu em Araguari, Minas Gerais, seis touros zebuínos importados da Índia. Mais de um século depois, a quinta geração da família conduz uma operação presente em Goiás, Mato Grosso e Pará, com rebanho superior a 20 mil animais.

A atuação contempla cria, recria e engorda, além da produção e comercialização de touros PO, sêmen, embriões e prenhezes de matrizes de destaque.

A incorporação da genética MAAB e Naviraí amplia esse patrimônio e também a capacidade de multiplicação de animais superiores. Na prática, o trabalho pode resultar em maior disponibilidade de reprodutores, matrizes, sêmen e embriões com características capazes de contribuir para ganhos produtivos em diferentes rebanhos.

O movimento acontece em um mercado no qual a genética Nelore possui enorme representatividade. Estimativas de entidades do setor apontam que cerca de 80% do rebanho brasileiro de corte possui influência da raça, enquanto o país ocupa posição de liderança mundial nas exportações de carne bovina.

Genética premiada

A nova fase também coincide com um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo criatório. Em 2026, Maverick da LOUZ conquistou o título de campeão na ExpoZebu, colocando o animal entre os destaques recentes do Nelore Mocho.

A Flamboyant também aparece no Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, com as Medalhas de Ouro de Melhor Novo Criador e Melhor Novo Expositor Nelore Mocho, referentes à temporada 2024/2025 e entregues no fim de 2025. O histórico inclui ainda duas conquistas consecutivas como Melhor Criador e Melhor Expositor, nas temporadas 2018/2019 e 2019/2020.

A internacionalização da busca por genética também faz parte dessa estratégia. Em 2025, o grupo incorporou ao plantel Malásia FIV Moxos, terceira melhor vaca do Ranking da Bolívia em 2024, além da aquisição da aspiração de Elizabeth FIV Capiguara, número um e campeã do ranking da raça Nelore da ASOCEBU Bolívia na temporada 2024.

Para Marcos Flávio Pereira, superintendente da Flamboyant Agropecuária, as aquisições fazem parte de um projeto que ultrapassa resultados imediatos.

“Mais do que incorporar animais de destaque, a Flamboyant Agropecuária consolida um projeto de longo prazo que conecta tradição e inovação. A união desses plantéis preserva legados construídos ao longo de décadas e cria as bases para uma nova geração de avanços em genética bovina.”

Tradição que olha para o futuro

A Naviraí construiu, ao longo de quase seis décadas, uma das trajetórias de maior influência na genética Nelore brasileira, com seleção direcionada a produtividade, fertilidade, habilidade materna, ganho de peso e desempenho a pasto. Seu histórico reúne aproximadamente 43 mil animais registrados na ABCZ e reprodutores que ajudaram a formar rebanhos em diferentes regiões brasileiras.

Já a história da MAAB começou na década de 1950, com José Barbosa Souza, avançou com Antônio Barbosa de Souza e foi consolidada por Marco Antônio Andrade Barbosa. Ao longo das décadas, o trabalho tornou-se referência em Nelore e Nelore Mocho, defendendo a combinação entre ausência de chifres e excelência zootécnica.


Marcos Flávio Pereira, superintendente da Flamboyant Agropecuária com a CEO do Flamboyant Emmanuele Louza, Cláudio Sabino, presidente e proprietário Naviraí e Sérgio Paiva, gerente da Flamboyant Agropecuária  | Foto: Elite Pecuária Digital

Ao reunir essas linhagens ao trabalho desenvolvido pela família Louza, a Flamboyant amplia não apenas seu banco genético, mas também sua responsabilidade sobre uma história construída por diferentes gerações da pecuária brasileira.

Hoje, o plantel é administrado pelas jovens lideranças Alessandra, Emmanuele e Isadora Louza, representantes de uma geração que recebe um patrimônio centenário com a missão de projetá-lo para o futuro.

Mais do que preservar uma tradição iniciada em 1907, o novo movimento mostra como, na pecuária contemporânea, legado e inovação podem caminhar dentro da mesma genética.

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