Gusttavo Lima fala sobre carreira, negócios, expansão internacional, a dimensão alcançada pelo Buteco e o que ainda o move depois de chegar ao topo
Gusttavo Lima construiu uma trajetória que saiu dos pequenos bares, atravessou fronteiras e transformou seu nome em um dos mais conhecidos da música brasileira. Ao longo desse caminho, vieram grandes públicos, projetos como o Buteco e também uma atuação cada vez mais próxima do universo dos negócios.
Mas, mesmo diante de tantas frentes, ele não deixa dúvida sobre o lugar que a música ocupa em sua vida.
“O meu principal negócio é e sempre será a música.”
Em um bate-papo com Jorge Neris, Gusttavo Lima fala sobre o desafio de continuar se reinventando depois de chegar ao topo, a expansão da carreira internacional, os negócios, suas raízes e a dimensão que o Buteco alcançou. Também revela o que permanece daquele jovem que começou cantando em barzinhos e sonhava em viver da música.
“Chegar ao topo é difícil, mas seguir com o trabalho tendo algum destaque é mais difícil ainda”, afirma.
A conversa começa justamente por essa transformação de artista em empresário.
Jorge Neris: Você construiu uma das maiores carreiras da música brasileira e hoje seu nome também está ligado a grandes projetos e negócios. Em que momento percebeu que precisava começar a pensar não apenas como artista, mas também como empresário?
Gusttavo Lima : Acredito que não teve um momento específico. Na verdade, essa entrada em novos negócios tem acontecido de forma muito natural. Nos últimos anos, tenho observado que cuidar da minha carreira também é pensar nas oportunidades que surgem além dos palcos e, com isso, veio a vontade de expandir os horizontes.
Graças a Deus, tenho conseguido conciliar bem esses dois lados, mas posso dizer para vocês que o meu principal negócio é e sempre será a música.
Jorge Neris: Depois de tantos anos de carreira, grandes públicos e sucessos, o que ainda representa um desafio para você? O que ainda desperta aquela vontade de conquistar algo novo?
Gusttavo Lima : Creio que, depois de tantos anos, o grande desafio é continuar se reinventando. Como costumo dizer: chegar ao topo é difícil, mas seguir com o trabalho tendo algum destaque é mais difícil ainda.
Chega um momento em que a gente não é mais “novidade”, né? Por isso, a importância de inovar de alguma forma, apostar em novos projetos e trazer coisas diferentes para o público.
Quem me conhece sabe o quanto sou inquieto, no bom sentido da palavra, e acredito que essa inquietude também me ajuda a seguir nessa busca por novos caminhos e conquistas.

Jorge Neris: O Buteco nasceu inspirado nos lugares onde você começou e ganhou uma dimensão gigantesca. Como preservar essa essência e a proximidade com o público quando o projeto se transforma em uma grande experiência de entretenimento?
Gusttavo Lima: Realmente, o Buteco tomou uma proporção gigantesca, mas não podemos esquecer qual foi o nosso ponto de partida: os barzinhos onde eu cantava lá atrás.
Por mais que o projeto tenha crescido muito, a gente busca manter a essência dele, com nosso momento Buteco, onde prezamos pelos clássicos sertanejos, pelas modas de viola e atendemos aos pedidos dos fãs, cantando músicas que a galera pede, como se estivéssemos num boteco mesmo.
E é com esse equilíbrio que conseguimos fazer com que o nosso evento se torne único.

Jorge Neris: Sua carreira também vem ampliando os movimentos fora do Brasil. Até onde você pretende levar a música de Gusttavo Lima? A internacionalização é hoje um dos próximos grandes passos da sua trajetória?
Gusttavo Lima: A gente tem trabalhado essa internacionalização com uma estratégia bem desenhada e a música “Vagabundo” é um exemplo disso. Pela primeira vez, fizemos um lançamento pensado no mercado internacional e o resultado foi além do esperado, batendo as primeiras colocações nos Estados Unidos, no México e na Argentina, além do Brasil.
Mas é importante lembrarmos que já tivemos outras músicas que ultrapassaram as fronteiras do nosso país, como “Balada Boa”, “Gatinha Assanhada” e “Apelido Carinhoso”, entre outras.
Para se ter uma ideia, de 2012 para cá, já tive a oportunidade de fazer show em mais de 70 países. Nunca pensei que a música pudesse me levar tão longe.
Nasci e fui criado na roça e meu grande sonho era cantar para conseguir ajudar minha família e dar uma vida melhor e mais digna aos meus pais. Hoje, olhando tudo o que já vivi até aqui, posso dizer que tenho conseguido alcançar muito mais do que um dia imaginei.

Jorge Neris: Sucesso, dinheiro e exposição mudam inevitavelmente a vida. Depois de tudo o que conquistou, o que você acredita que permaneceu igual naquele Gusttavo do início da carreira?
Gusttavo Lima: Com toda certeza, meu caráter e minha essência permanecem os mesmos. Essas são coisas que faço questão de preservar, pois tenho muito respeito pelas minhas raízes.
Posso afirmar para vocês, de coração, que jamais vou esquecer de onde vim e tudo o que passei para alcançar o meu maior sonho, que é viver da música.
Jorge Neris: A Fluxo fala sobre movimento, escolhas e novos ciclos. Olhando para o homem, o artista e o empresário que você se tornou, em que momento da vida você sente que está agora e o que ainda quer construir daqui para frente?
Gusttavo Lima: Acredito que estou numa fase bastante madura, tanto pessoal quanto profissionalmente falando. Graças a Deus e ao público que me acompanha, é um momento de muito trabalho, mas também de diversas conquistas, e eu só tenho mesmo a agradecer a todos que fazem parte da minha trajetória e que me permitem viver do meu sonho.
Cara, sobre o que quero construir daqui para frente, eu só tenho uma pretensão, que é continuar fazendo o que mais amo, que é cantar.
“Esse é o sonho que quero que nunca acabe.”








